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Vaga para presidente do Brasil: a importância do ...

Dentro da série sobre o processo de seleção para o cargo público de presidente do Brasil (tratamos vários aspectos desta situação em textos anteriores), vamos nos colocar no papel do selecionador.

A responsabilidade que recai sobre esta personagem é tamanha, porque dessa escolha depende o futuro do desenvolvimento de determinado trabalho. Acertar para a empresa e não ser injusto com o candidato é um exercício que desafia e atormenta profissionais de RH.

De forma pejorativa, muitas vezes as pessoas justificam a escolha de um determinado profissional pelo QI. Não se trata do Quociente de Inteligência, uma medida obtida por meio de testes desenvolvidos para avaliar as capacidades cognitivas (inteligência) de um sujeito.

Falamos do “Quem Indica”.

Muitos aliviam as frustações justificando a perda de um processo de seleção porque os concorrentes estavam armados com esse importante diferencial.

Na maioria das vezes, a leitura que se faz é de que aquele que é beneficiado pelo QI não teria as condições suficientes para ser escolhido se não fosse indicado por alguém importante na estrutura da organização. As empresas investem muito, e cada vez mais, em processos que permitam garantir a escolha de funcionários adequados as exigências de cada cargo.

Não é fácil, posso assegurar, acertar quando falamos desse tipo de escolha.

A indicação de um candidato aparece, muitas vezes, como um alívio para quem cuida do processo de seleção. Primeiro porque o profissional vem com a chancela de alguém de alto escalão. Depois, porque selecionador transfere parte da responsabilidade por eventuais erros na escolha para o ombro de quem o indicou.

Empresas sérias incluem os indicados em processos seletivos como qualquer outro pretendente ao cargo, não há crime nisso. Indicação não deve ser apadrinhamento. Os pontos fortes e fracos devem ser evidenciados e comparados com todos os participantes.

Mas esta é uma vantagem, sem dúvida, que pode fazer a diferença na hora do desempate. Conhecer um profissional no dia a dia é diferente do que conhecê-lo durante o curto espaço de tempo do processo de seleção. O requisitante da vaga, muitas vezes, tem a imagem clara do perfil que deseja para a vaga e teima em associá-lo à determinada pessoa.

Indicação também tem relação com manutenção. Pessoas indicadas podem representar uma proposta de continuismo ao modelo do ocupante anterior. Cabe à empresa decidir se esse é o perfil desejado não para o requisitante da vaga, mas para os desafios futuros da empresa.

Por fim, vale pensar na questão do QI como uma estratégia de relacionamento. Esse, sim, é um patrimônio importante. Sermos conhecidos é muito importante dentro de círculos de decisão da empresa. O chefe do seu chefe te conhece? Tem uma opinião formada sobre você. E o chefe do chefe do chefe? Pense nisso.

Aproveite também os contatos nas faculdades e entre amigos (e familiares de amigos). Participe de associações e grupos de trabalho. Mostre quem você é, porque esse conhecimento pode fazer a diferença num processo de seleção. Mas esteja certo, isso não é tudo.

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Vaga para presidente do Brasil (3)
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Fernando Pessoa: “Sê plural como o universo”...

Estava escrevendo um post para nosso blog sobre o tema “não existem duas pessoas iguais”. Este era até o título deste texto. Quando me deparei com a notícia da exposição “Fernando Pessoa: Plural Como o Universo”, que começou nesta semana no Museu da Língua Portuguesa, na capital paulista.

Se não existem duas pessoas iguais, pensei que existem muitas pessoas dentro de Pessoa. E nada mais oportuno o destaque dado pelos curadores da exposição para a abordagem da pluralidade, manifestada pelo escritor em manuscrito: “Sê plural como o universo”.

Em reunião com uma diretora de uma tradicional escola de São Paulo esta semana, ela dizia sobre o desafio da formação do sujeito no processo de educação. De que vale tanta tecnologia, tanta virtualidade, se não estamos entendo como ‘funciona’ a última versão do sujeito.

Os estudiosos do comportamento têm, ao longo das últimas décadas, dominado, com suas teses, não somente os modelos de compreensão do homem, bem como os métodos de administração de empresas. Em resumo, afirmam que as pessoas tendem a fazer aquilo pelos quais são recompensados  por  fazer e não aquilo pelo que são punidas. Dessa forma, a mente vai sendo moldada. Essa idéia é tão forte que é difícil derrubá-la e leva à premissa de que soluções de desenvolvimento formatadas atendem todas as demandas.

Nos últimos anos, outras idéias têm sido apresentadas não para contestar simplesmente a colocação acima, mas baseadas  nos estudos  mais recentes sobre o funcionamento do nosso cérebro. Sobre essa segunda, dizem:

  • Ao nascer, o homem não tem o cérebro em branco, vazio, tábula rasa;
  • Os atos humanos cruéis não necessariamente provêm da sociedade - a natureza humana  pode determiná-los;
  • Tudo o que o homem é resulta da natureza humana (inato) e do ambiente (cultura), não necessariamente na mesma proporção;
  • Emoção e razão andam sempre juntas.

Essas premissas indicam que não existem dois seres humanos iguais. Por projeção, vale dizer que não existem dois clientes iguais. Isso complica a nossa vida, já que o que mais queremos é lidar com fórmulas comerciais ou de gestão (de recompensa ou punição) aplicáveis em larga escala?

Somos dotados de um software ao nascermos. Submetidos ao ambiente, ao longo da vida, passamos a ser distintos por nossas qualidades peculiares. Diferenças existem, são essenciais, visto que o desempenho funcional, incluindo o  consumo e o trabalho, estão estritamente dependendo disso.

Distinguir diferenças, bem como em que somos comuns, talvez seja o maior dos desafios, mas vale a pena, visto que aí reside o segredo do sucesso, incluindo gestão de pessoas, venda e consumo.

Somos um labirinto como a exposição de Fernando Pessoa. Em alguns pontos nos encontramos, em outros somos a maioria. Às vezes nos encontramos sozinhos. Voltamos ao mesmo lugar de origem. Mas o mundo é plural, não é tábula rasa. Aprender a entender essa pluralidade é a principal viagem de nossa vida, navegando sem rumo previamente estabelecido numa expedição de autoconhecimento.

Fernando Pessoa, plural como o universo
A exposição está em cartaz na sala de exposições temporárias do Museu da Língua Portuguesa
De 24 de agosto de 2010 até 30 de janeiro de 2011
De terça a domingo, das 10 às 18h
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº, Centro – São Paulo

http://www.visitefernandopessoa.org.br/

A definição de sucesso...

Para escrever sobre este tema pesquisei em diversos sites e revistas e pude concluir uma coisa: não existe uma definição única para o sucesso. Você sabe por quê?

Sucesso é um sentimento único e particular do indivíduo. Cada um o vê de uma maneira e é isto que faz com que não exista uma fórmula para alcançá-lo. Alguns acham que o alcançam quando conseguem uma boa remuneração, outros quando encontram um bom emprego, ou até mesmo o cargo dos sonhos, mesmo que a remuneração não seja assim tão boa.

Mas existe uma coisa que podemos identificar nos jovens da geração Y com relação ao sucesso: todos querem chegar lá muito rápido.

Buscar o sucesso é bom, pois faz com que o jovem corra atrás de seus objetivos, mas é preciso ter o pé no chão. Ter total consciência de que embora não exista uma fórmula ou receita de bolo para se chegar lá, é necessário trilhar um caminho que passa pela preparação, dedicação e perseverança.

Se o jovem não se atentar a estes detalhes pode correr o risco de se sentir frustrado sem necessidade. Afinal, uma carreira de sucesso não começa no primeiro emprego, ela começa ainda na escola quando o jovem se prepara para o mercado. Ser um bom aluno e buscar cursos para ampliar seus conhecimentos é o primeiro passo de muitos.

A dedicação deve ser algo presente todos os dias, pois não adianta você ser dedicado só por algum tempo, sua carreira não para nunca. Se a sua dedicação para, a sua carreira pode afundar. Então trabalhar bem e estar sempre atualizado deve ser sua tarefa diária.

Ter preparo e ser dedicado não é garantia de que vamos conseguir tudo aquilo que desejamos na primeira tentativa. É aqui que entra a perseverança, que se resume em nunca desistir de seus objetivos.

Acredito que sucesso é você ser feliz trabalhando com aquilo que gosta. A remuneração fica em segundo plano. E se você faz bem aquilo que gosta, o reconhecimento, inclusive financeiro, é só uma questão de tempo.

Tive a sorte de ter apoio e boa orientação desde muito cedo. Assim decidi fazer um colegial técnico na área de TI, cursar engenharia da computação e fazer diversos cursos pelo caminho. Toda esta preparação fez com que eu entrasse mais facilmente no mercado de trabalho e hoje posso dizer que, depois de passar por quatro empresas, estou trabalhando com aquilo que sempre sonhei que é o desenvolvimento para Web. Cheguei onde queria, mas podem ter certeza que não vou parar por aqui!

E para você o que é sucesso?

Alunos Clientes...

Normalmente quando escrevo meus artigos não menciono nomes de pessoas ou situações, pois mesmo neste mundo guiado por cliques de Google, acredito que as pessoas ainda têm direito a certa privacidade. A única exceção é feita para casos positivos ou para menção de créditos como é o caso do texto de hoje.

Maria Luiza é a única irmã de minha esposa, é química de formação e com um belo currículo incluindo quatro anos de Europa na área de pesquisas. Assim como a maioria dos químicos, físicos, biólogos e matemáticos do nosso país, tem a licenciatura como segunda profissão e atualmente é professora do ensino médio. É dela o mérito da expressão que ouvi faz poucas semanas: “aluno cliente”.

Ouvi pela primeira vez a expressão durante um almoço de família e parei para analisar o quanto isto trazia de verdade e reflexão. Entidades de ensino por décadas e décadas eram as mecas do conhecimento para onde enviávamos nossos filhos e até nós mesmos para onde seguíamos com a clara visão de que seríamos alunos. A etimologia da palavra aluno vem de lumens (luz) e a (negativa), ou seja, aluno antes de tudo é alguém que procura a luz (conhecimento). Como alunos, aceitávamos as regras da instituição, repeitávamos os professores (pelo menos a maioria deles) e assim construíamos internamente códigos de conduta e comportamento que nos serviriam durante os anos seguintes de nossa vida.

A instituição, assim como os professores, realmente avaliavam a retenção de conhecimento podendo, nos casos de insuficiência, reprovar o aluno, diferenciando inclusive as escolas entre “fracas”, fáceis de passar de ano, e as “fortes”, onde a coisa realmente era feia.

Pois bem, o que vemos agora no Brasil, apesar do discurso de democratização da educação, esta virou um belo e promissor negócio. Os alunos são enviados para as escolas não somente para aprender, mas para serem reconhecidos como alguém que passou por estas instituições. Veja por exemplo o grande número de bacharéis de direito que não conseguem passar no exame da ordem. Alunos de colégios renomados que não conseguem colocação no vestibular e necessitam de anos e anos de cursinho preparatório.

O fenômeno do “aluno cliente” modificou a relação aluno-professor-pai-instituição e agora os alunos, em sua grande maioria, sentem-se clientes da instituição, com todos os direitos de quem, como aquela personagem de programa humorístico brada: “Tô Pagano” sic. A economia tem suas regras e o mercado continuará desta forma enquanto o modelo estiver em equilíbrio.

O preço que todos nós pagaremos, ou já estamos pagando, é a convivência com gerações e mais gerações de jovens despreparados para o mercado, sem capacidade de absorver conhecimento tácito, confundindo inovação com arrogância. Minha experiência com estes jovens tem mostrado que este comportamento adquirido nos anos de colégio e universidade é carregado para os primeiros anos de carreira, sobretudo nos programas de trainee, criando uma nova criatura, o “funcionário-cliente”, que ingressa na empresa com o objetivo de ser servido por esta muito antes de servi-la.

Culpa destes jovens? Acredito seriamente que não. Mas é preciso estar atento para diagnosticar a origem das insatisfações e frustrações dos primeiros meses de carreira. Isto pode ter vindo na mochila da escola.

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CONARH 2010: Educação voltada à alta performanc...

Encerra-se hoje 36º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, CONARH – 2010, o mais importante evento que trata de gente nas organizações. Com uma agenda  denominada “Uma janela para o Novo – Descobrir, alinhar, atrair, realizar e avançar”, o evento se consolida cada vez mais como um centro que não se limita a reproduzir, mas também produz conhecimento e direciona a gestão voltada para a alta performance nas empresas.

A pauta do congresso indicou de forma clara e objetiva que sem educação (e educação executiva de qualidade) o futuro esta comprometido. O desenvolvimento humano é uma tarefa empresarial, mas é também de todos, principalmente do Estado, que deve investir de forma massiva em educação. Ficou claro que o conceito de “Educere”(potenciar capacidades, fazer sobressair o melhor que a pessoa tem) retorna com toda a força: não basta “ensinar”, o importante é criar condições para que as competências humanas sejam reconhecidas e aplicadas de forma cada vez mais intensa. Isso significa que os espaços se abrem para uma educação total humana, com o potencial humano revisitado, dinamizado e aplicado.

A carreira dependerá cada vez mais desse novo olhar sobre o papel da educação, seja do ponto de vista da empresa, seja do ponto de vista da sociedade e de seus agentes, sobretudo o Estado.

O tempo é curto, a competitividade esta instalada e globalizada. Portanto, a educação de qualidade e voltada para a realidade (não dogmatizada) é necessária, urgente e chave para a manutenção da nossa capacidade de performance de alto rendimento individual e empresarial.

Ficou claro que o Estado deve absorver a ideia de competividade por meio do apoio total à educação de base. As empresas e profissionais também requerem apoio em forma de subsídios, esse talvez o único que assim não deveria ser denominado, pois é, na realidade, o melhor e mais estratégico investimento.

O Conarh alerta para o sentido mais amplo de carreira: a carreira da empresa, do profissional e a do Estado, todos dependem de uma excelente estratégia de educação voltada à alta performance.

“Nesse sentido, educação é tudo, pois qualifica as pessoas nas empresas a repensarem suas ações de modo criativo, inovador e diferenciado, ajudando no processo de construção de empresas mais sólidas, ancoradas, principalmente, em seu capital humano”.

Leyla Nascimento, presidente da ABRH-Nacional

 O 36º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas termina nesta sexta-feira (20/8), no Transamérica Expo CenterSão Paulo. Outras informações estão disponíveis no site www.conarh.com.br.

Carreiras que souberam entender a natureza humana...

O economista e banqueiro dos pobresMuhammad Yunus ganhou o Prêmio Nobel da Paz ao emprestar dinheiro a pobre em Bengladesh. Em 1976, emprestou 27 dólares a cada artesão de um grupo de 42 em dificuldades. Com a iniciativa, lançou o conceito de microcrédito e do banco que fundaria, o Grameen.

“Minha experiência do Grameen deu-me uma fé inabalável na criatividade dos seres humanos. Ela me fez concluir que eles não nascem para padecer com a fome e a miséria. Se estas os fazem sofrer em nossos dias, como aconteceu no passado, é porque desviamos os olhos do problema”, explica o autor do livro O Banqueiro dos Pobres.

O pulo do gato que levou Samuel Klein, das Casas Bahia, ao sucesso foi entender mais do que as necessidades, o ser que habita por detrás de seu consumidor, desde o tempo em que chegou ao Bom Retiro e comprou uma carteira de 200 clientes e mercadorias. Vendia de porta em porta pelas ruas de São Caetano do Sul e, quando algum cliente dizia que não podia pagar, Klein oferecia boas condições de pagamento. “Sempre vendi a prazo e conquistava minha freguesia com simplicidade – porque eu sou uma pessoa simples, fui pobre e sei das dificuldades da gente mais humilde”

São dois excelentes exemplos da compreensão da Natureza Humana, que está por detrás de toda e qualquer corporação, ou mesmo, de um simples negócio. Yunus transitou com ética por um terreno pantanoso: o das finanças. Mais pantanoso ainda por focar  um mercado de gente pobre. Esse aspecto já rendeu discussões que encheram folhas de papel editado através dos séculos, de autoria dos mais respeitados pensadores da História da Humanidade.

Devemos compreender a Natureza Humana como eixo essencial do negócio. O Banco Grameenn e as Casas Bahia só chegaram a ser referência porque seus líderes souberam olhar uma faze oculta do empreendimento para seus pares. Praticaram sua intuição e percepção. Demonstraram a capacidade de entender o homem por detrás de sua falta absoluta de recursos materiais.

Agora, imaginem se os dois tivessem se submetidos aos pressupostos da Qualidade Total? Ou se tivessem adotado uma reengenharia de processo? Onde estariam? Certamente, de case para especialistas em administração de empresas, eles teriam sido apenas mais um empresário. Jamais um doutor de universidade investigaria essas trajetórias.

“Não quero ter razão, quero é ser feliz”...

Muitas pessoas procuram receitas prontas para uma carreira de sucesso. Outras buscam os 10 mandamentos. Resposta. Talvez você queira se entender melhor. Procura a razão que justifica as coisas ou que mecaniza as decisões. Você quer saber. Ou quer convencer.

Não tenho as coisas prontas, mas gostaria muito de estimular em você o caminho para despertar o que tem de melhor. A resposta está aí. Compartilho a minha experiência, o caminho percorrido. Mas a jornada te pertence. Como está dito embaixo do nome deste Blog, “você vale mais do que pensa”. E, acima de tudo, sua felicidade deve ser seu guia.

“As naturezas dos homens são parecidas; são seus hábitos que as distanciam” – Confúcio

“Somos todos movidos pelos mesmos  motivos, todos enganados pelas mesmas  falácias, animados pela esperança, tolhidos pelo perigo, enredados pelo desejo e seduzidos pelo prazer.” – Samuel Johnson

No mundo real, contudo, emoções, sentimentos e aspirações pessoais constituem-se mais discurso do que prática, mesmo que, no subconsciente coletivo, sejam fundamentais para o desmepenho.

A realidade demonstra que as diferenças humanas expressas pela emoção e sentimentos ocupam lugar secundário no cotidiano das corporações. Na prática e nas estratégias de mercado, esquece-se que os resultados dependem diretamente do conjunto de ações racionais e que elas, também, são reveladas por emoções e sentimentos. Prevalece, ainda, a crença de que são elementos separados da racionalidade e, portanto, incapazaes de influenciar a obtenção de resultados positivos. 

É tempo de dedicar atenção para o fato de que emoções e sentimentos são elementos fundamentais para estratégias e indutores de sucesso ou fracasso das organizações.

Reproduzo trecho da entrevista de Ubiratan Brasil com o poeta Ferreira Gullar, publicada no Estado de S.Paulo de 7 de agosto de 2010:

“…uma mesa sobre escritores exilados ao lado do poeta palestino Mourid Barghouti. E foi nessa Flip que eu disse uma frase que se tornou famosa. Discutíamos sobre a tensa relação de Israel com a Palestina quando observei que os dois lados argumentavam de forma convincente. O problema é que isso resulta em uma guerra sem-fim. Foi quando, para exemplificar minha opinião, contei um caso familiar de quando tive uma discussão boba com minha companheira, Cláudia (Ahimsa, poeta que conheceu em 1994), mas que ficou tão acalorada a ponto de ela decidir não ir mais ao cinema. Foi embora e me deixou cheio de razão mas muito triste. Nesse momento do debate, eu disse a tal frase: “Não quero ter razão, quero é ser feliz”

No dia 10 de setembro), o poeta comemorou 80 anos. Ele  lançou o livro “Em Alguma Parte Alguma”, editora José Olympio.