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Dieese/Seade: emprego continuará crescendo em 201...

Técnicos destacam que renda também voltou a subir, após anos de estagnação. Sinais são positivos, mas falar em pleno emprego ainda é exagero, afirmam

Por: Vitor Nuzzi*

São Paulo – O mercado de trabalho continua com sinais positivos e deve continuar assim no ano que vem, segundo os técnicos da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), de São Paulo, e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No entanto, eles veem exagero em afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ao comentar os resultados da pesquisa do IBGE falou que o país vive um cenário de pleno emprego.

Os números da pesquisa Seade/Dieese, divulgados nesta quarta-feira (22), mostram um mercado de trabalho aquecido, embora com crescimento menos intenso. O fator positivo na última divulgação de 2010 foi a expansão do rendimento médio dos ocupados, com alta de 9,1% na comparação anual, chegando a 13% na região metropolitana de São Paulo e a 18,1% em Recife. Assim, a massa de rendimentos cresceu 13,9% em 12 meses. “Esse é o grande patrimônio do país para crescer. É o nosso diferencial”, afirmou o coordenador de análise do Seade, Alexandre Loloian, destacando a importância do mercado interno para a sustentação do crescimento econômico.

Em novembro, a taxa média de desemprego nas sete áreas pesquisadas (Distrito Federal e regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo) ficou relativamente estável, passando de 10,8% no mês anterior para 10,6%, a menor dos últimos dois anos. O ligeiro recuo na taxa ocorreu, principalmente, pela saída de pessoas do mercado: foram 32 mil pessoas a menos na PEA (População Economicamente Ativa) e 12 mil ocupações a mais, resultando em 45 mil desempregados a menos, para um total estimado em 2,355 milhões. A taxa de desemprego em São Paulo foi, mais uma vez, a menor em 20 anos.

Na comparação com novembro de 2009, os resultados são mais significativos. A PEA tem 247 mil pessoas a mais (crescimento de 1,1%), enquanto o mercado de trabalho abriu 731 mil vagas (3,8%). Com isso, as sete regiões têm 484 mil desempregados a menos (queda de 17%). A ocupação em 12 meses cresceu de forma menos intensa (3,8%, ante 4,5% em outubro e 4,7% em setembro). “Apesar dessa diminuição, é um resultado bastante positivo para o período”, afirmou a economista Patrícia Lino Costa, do Dieese.

Ela lembrou que o mercado mantém trajetória de expansão do emprego com carteira assinada.”Há um movimento de formalização em curso nas regiões metropolitanas”, afirmou. De outubro para novembro, o emprego com carteira cresceu 1,1% (103 mil a mais). Em 12 meses, a alta é de 8,3%, com acréscimo de 722 mil vagas formais.

Do total de 731 mil vagas criadas em 12 meses, até novembro, 442 mil foram abertas no setor de serviços (alta de 4,3%), 197 mil na indústria (6,9%), 107 mil no comércio (3,4%) e 74 mil na construção civil (6,1%). O item “outros”, que inclui principalmente o emprego doméstico, eliminou 89 mil ocupações (-5,5%).

As menores taxas de novembro foram registradas em Belo Horizonte (7,5%), Porto Alegre (7,7%) e Fortaleza (8,3%) e a maior, em Salvador (14,8%), chegando a 13,5% em Recife e a 13,2% no Distrito Federal. Na comparação anual, todas têm reduções significativas, com destaque para Recife (queda de 23,7%) e Belo Horizonte (-23,5%). Apesar de continuar com a maior taxa, Salvador registrou queda de três pontos percentuais em um ano (de 17,8% para 14,8%). Ainda em Recife, foi registrada a maior alta percentual da ocupação em 12 meses (9,4%, o equivalente a 138 mil vagas a mais).

Na região metropolitana de São Paulo, que compreende quase 50% do universo pesquisado, a taxa de desemprego passou de 10,9%, em outubro, para 10,7%, a menor para o mês desde 1991 (10,2%) e a menor de toda a série desde dezembro daquele ano (10,5%). Em 12 meses, são 140 mil pessoas a mais no mercado (crescimento de 1,3%), 347 mil ocupados a mais (3,8%) – sendo 257 mil com carteira (5,6%) – e 207 mil desempregados a menos (-15,3%).

“O único setor que não recuperou o nível pré-crise é a indústria, mas já está quase igualando”, comentou Loloian. Segundo ele, o setor tem sido afetado pela valorização do real. “Uma parcela importante da demanda está sendo desviada para o produto importado.” Assim, na região do ABC a taxa de desemprego subiu de 9,3% para 9,7%, mas ainda assim foi a segunda menor da série histórica – e é a única área com taxa abaixo de dois dígitos. Na capital, a taxa passou de 10,7% para 10,3%.

Investimentos

Mas o técnico lembrou que o mercado de trabalho mantém um “processo virtuoso” de criação de empregos de boa qualidade. “De cada 10 vagas criadas, nove são com carteira”, afirmou Loloian, destacando o crescimento do rendimento médio dos ocupados (4,1% no mês e 13% no ano). “Há anos dizíamos que o emprego crescia, mas o rendimento não saía do lugar. Agora, começou a sair. Esse é o nosso patrimônio. Temos um crescimento sustentado pelo mercado interno.” Exatamente por isso, ele não vê justificativa para o aumento dos juros, já que a inflação tem se concentrado nos produtos ligados à alimentação. Além disso, o técnico observa que em São Paulo, onde a pesquisa é feita desde 1985, o rendimento “ainda não recuperou os níveis da década de 80, em termos de poder de compra”.

Tanto para Loloian como para Patrícia, o importante é aumentar o ritmo de investimentos. Eles consideram boas as perspectivas para 2011, ainda que a economia não cresça tanto quanto este ano.

Sobre o pleno emprego, eles afirmam que é preciso considerar que, apesar dos resultados melhores, as sete regiões têm mais de 2,3 milhões de desempregados, sendo 1,1 milhão apenas em São Paulo. “O mercado de trabalho é heterogêneo”, diz Loloian. “Você tem segmentos do mercado em que o pleno emprego existe. Mas dizer isso para o conjunto da economia é absurdo.”

Outro indicador positivo, referente a São Paulo, mostra redução do tempo de procura por emprego, que em novembro chegou a 32 semanas, ante 34 em outubro e 38 em novembro de 2009. O período é equivalente ao de 1997. No pico, já superou 60 semanas.

 * Matéria originalmente publicada pelo Rede Brasil Atual

Vídeo | Gestão de Mudanças com ITIL...

Produzimos este vídeo para apresentarmos em menos de 4 minutos uma visão executiva sobre o processo Gestão de Mudança e sua contribuição para os negócios.

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Jovem se coloca em leilão na web para conseguir e...

Um jovem de 23 anos abandonou o seu emprego em Nova York para criar um site em que coloca o seu potencial em leilão. Kyle Clarke estava cansado de preencher formulários e, por isso, decidiu criar uma maneira de chamar a atenção. “Com mais de 70 recém-formados concorrendo a uma única vaga, é muito difícil ser notado”, disse. “Eu decidi criar o site para encontrar o emprego perfeito. Ou, talvez, para o emprego perfeito me encontrar”, completa.

Após criar o “employkyle.com”, o jovem formado pela Universidade de Newcastle, no Reino Unido, recebeu 15 ofertas de trabalho em um período de dois meses. O site tinha, inclusive, uma contagem regressiva em que informava quantos dias ainda restavam para fazer a oferta.

“Eu sabia que eu precisava me destacar de alguma forma. Por isso, tive a ideia de me colocar em um leilão on-line”, explica Clarke. “A ideia era que as empresas olhassem o meu currículo e tivessem uma ideia do meu potencial e do que eu poderia oferecer para a companhia. Então, elas fariam uma oferta por mim”, explica.

O site publicou informações sobre o currículo de Clarke e logo atraiu mais de 4 mil visitantes de 80 países, segundo o site britânico “The Sun”. Entre as ofertas, Clarke acabou escolhendo por um cargo na área de marketing em uma empresa de Nova York.

Fonte: G1

Bem-vindo à era do Business Analytics (BA)...

Faz algum tempo que os softwares de análise ganharam destaque no mercado corporativo. Ano após ano, as ferramentas de Business Intelligence (BI) vêm aparecendo com destaque nas listas de prioridades dos CIOs divulgadas por organizações de estudo de mercado e consultorias globais como Gartner, IDC e Forrester. No radar das empresas está o poder que essas soluções têm de desenhar cenários e auxiliar o processo de tomada de decisão.

Com o passar do tempo, o avanço das redes sociais e a montanha de informações provenientes de diversas fontes fizeram com que os dados localizados nos servidores das empresas já não fossem mais suficientes para elaborar análises que, de fato, proporcionassem diferenciais competitivos. E as informações do passado, oferecidas pelo BI, passaram a não ser mais suficientes. É necessário ter dados colhidos e analisados em tempo real, que gerem informações preditivas com base em modelos matemáticos e estatísticos altamente sofisticados. Esse tipo de informação já começa a ser encarada como a única capaz de auxiliar a tomada de decisão na velocidade que o mercado pede. Nasce aí o conceito de BA (Business Analytics). No Brasil, uma realidade ainda distante – já que aqui a maioria das empresas continua às voltas com a implantação de projetos tradicionais de business intelligence, que demandaram investimentos vultosos e só agora começam a dar os primeiros resultados – mas que também começa a se impor.

Falar em análises preditivas de negócios já não causa estranhamento e ceticismo nas empresas brasileiras. Algumas até começam a arriscar os primeiros passos. Em especial, aquelas que ainda não implantaram BI.

“Ter um roadmap para adoção de BA é algo que, mais dia, menos dia, entrará no radar dos líderes de TI”, afirma o sóciodiretor da TGT Consult, Pedro Bicudo.

O problema, para Bicudo, é que a maioria das organizações não sabe lidar com arquitetura da informação. “Não adianta investir em soluções sofisticadas sem se preocupar em buscar excelência na área de arquitetura, em zelar pela qualidade da informação”, diz Bicudo. Em outras palavras: alimentar o BI e o BA com uma boa base de dados padronizados, bem estruturados, tomando como parâmetro as respostas que a empresa procura. A formação e a organização dessa base de dados é a parte mais importante do processo de implantação. Para entender um pouco o que se pode obter com BA, basta olhar para os setores que têm a tecnologia no DNA dos negócios e possuem um histórico de pioneirismo na adoção de ferramentas inovadoras. Na área financeira, por exemplo, é perceptível a forma como seguradoras e bancos conseguem informações em tempo real para estabelecer valores de apólices, limites de crédito e até identificar padrões de comportamento que poderiam estar relacionados a fraudes.

O que essas companhias fazem? Estruturam bem seus dados, compartilham bases com outras empresas e não perdem a oportunidade de obter informações. Além disso, possuem formas estruturadas de recolher indicadores de mercado e fatores de mudança em tempo real para adaptar melhor seus produtos às condições do mercado. Não é à toa que o crédito disponível na conta bancária das pessoas físicas varia diariamente, assim como as cotações de preços de seguros diversos.

Como iniciar

Uma boa forma de começar sem pensar em grandes investimentos iniciais é procurar por serviços analíticos. Realizados por empresas com expertise tecnológica e orientadas a trabalhar de acordo com objetivos de negócios, pode ser uma opção. “O tipo de informação que pode ser comprada sob demanda é aquela associada a uma meta de negócios muito específica, na qual é necessário ‘espremer’ uma grande quantidade de dados para se chegar a alguma análise”, avalia Pedro Bicudo. “O interessante, nesse caso, é que não é necessário manter matemáticos e especialistas em algoritmos dentro de casa, o que costuma sair muito caro”, completa. É, sem dúvida, um dos caminhos mais adequados para pequenas e médias empresas sem poder de investimento para manutenção de soluções preditivas in house, com o alto grau de sofisticação que a tecnologia hoje permite. Mas, entre as grandes corporações, há resistências.

A grande barreira é cultural, já que essas empresas não gostam muito de ver suas informações circularem fora de suas paredes. Além disso, existe aquela percepção de que, já que as informações estão dentro do próprio data center, o melhor seria realmente fazer em casa. De acordo com Daniel Lázaro, líder de serviços de gerenciamento de informação para América Latina da Accenture, as iniciativas mais bem-sucedidas são feitas de forma bem localizadas, pensando na solução de algum problema de negócio. A metodologia proposta pelo executivo começa com um diagnóstico da situação atual, do valor que uma análise aprofundada pode gerar, dos tipos de tecnologias necessárias in house, para só depois partir para alguma execução. Para Lázaro, iniciar com análises bem pontuais, para depois espalhar isso para o resto da organização, se mostra muito viável à medida que permite o que o executivo chama de “pensar grande, começar pequeno e evoluir rápido”.

Kátia Vaskys, líder da área de consultoria em business analytics da IBM Brasil, concorda que o ponto de partida é sempre o negócio em si, em função de uma meta específica. A chave, segundo a executiva, é ter planejamento e entender que tipo de informação pode realmente ajudar a provocar mudanças positivas.

“O grande erro cometido por muitas organizações é pensar em soluções e infraestrutura para abrigar essas soluções, sem o mínimo alinhamento com objetivos do negócio”. Deve-se levar em conta que, para objetivos diferentes, as necessidades mudam. A estruturação de informações necessárias para se conhecer mais profundamente o cliente da companhia e aumentar a receita extraída de cada um é diferente da que seria necessária para aumentar a penetração no mercado em regiões diferentes, por exemplo. Por isso, a tecnologia, por si só, não resolve.

Mídia social

O fato de as discussões acerca de Business Analytics terem avançado deve-se muito à expansão das redes sociais e ao mar de informações que o uso intensivo dessas ferramentas acaba gerando. Com informações mais evidentes, as companhias passaram a perceber que poderiam reduzir muito o tempo para entender o retorno de algumas ações. Os primeiros sinais de alerta vieram das áreas de marketing e de relacionamento com o cliente.

O vice-presidente sênior e principal executivo de marketing da companhia de soluções analíticas SAS, Jim Davis, dá um exemplo: recentemente, a marca de vestuário GAP resolveu mudar sua logomarca. Não demorou muito para descobrir que ela estava sendo criticada nas redes sociais. O resultado foi a volta para a logomarca anterior, buscando restabelecer o vínculo com os clientes. Segundo Davis, a companhia não tinha uma forma estruturada de analisar as redes, mas nesse caso a repercussão foi muito óbvia. “Se as redes não existissem, provavelmente a empresa teria contratado uma agência para realizar pesquisas e descobrir, depois de doze meses sendo mal falada nos círculos sociais, que o seu novo logo era odiado.”

Ocorre que nem todos os movimentos das redes sociais fica tão evidente quanto nesse caso específico da GAP, marca de projeção mundial. A própria SAS anunciou, recentemente, uma ferramenta para Twitter que identifica postagens em tempo real e avalia quais têm potencial de influenciar toda a rede. A meta é permitir que as organizações respondam mais rapidamente a questões relacionadas a sua marca.

Segundo a SAS, o grande trunfo do software está no fato de reconhecer o nível de influência de um usuário do Twitter medindo volume de conteúdo criado e a frequência com a qual ele interage com outros usuários. Assim, o conteúdo é classificado de acordo com uma lista de tópicos para determinar com qual área da companhia ele está alinhado, como relacionamento com cliente, relações públicas e controle de qualidade. O lançamento será em janeiro de 2011. A IBM, por meio de sua divisão Business Analytics Optimization (BAO), também já trabalha em tecnologias parecidas. Segundo declarações recentes de executivos da companhia, a promessa é lançar soluções para redes sociais e para a internet, como um todo, com capacidade de analisar imagens e textos de forma mais precisa, de um jeito mais parecido com o que hoje se faz com números.

Pedro Bicudo classifica esse novo paradigma com a frase “a internet é o banco de dados”, parafraseando aquele slogan visionário da Sun, dos anos 90, que já adiantava que “a rede é o computador”, referindo-se a conceitos mais modernos de infraestrutura.

Hoje, a computação em nuvem já deixou de ser tendência e consolidou-se como um conceito que em breve será o dominante. Talvez o mesmo aconteça no campo dos softwares analíticos. Resta aos líderes de TI apostar em um planejamento para tirar proveito do que já está disponível hoje e observar de perto o desenvolvimento da indústria para identificar rapidamente o que será capaz de trazer diferenciais competitivos.

Fonte: ComputerWorld – http://computerworld.uol.com.br/gestao/2010/12/15/bem-vindo-a-era-do-business-analytics-ou-ba/paginador/pagina_2

IBM: só 21% investiram em colaboração na AL...

O investimento latino-americano em ferramentas de colaboração fechou o ano em baixa, aponta um estudo realizado pela IBM.
De acordo com o levantamento, na América Latina somente 21% das companhias ampliaram o investimento em recursos sociais e em colaboração.
O estudo indica que empresas de melhor desempenho têm a probabilidade de 57% em usar as ferramentas, na comparação com as demais.
A IBM também focou a pesquisa no mercado de contratações e concluiu que 26% dos executivos de RH estão em fase de ampliação na América Latina e no México.
A América Latina mostrou ainda um índice superior ao dos mercados maduros, em relação ao investimento para desenvolver liderança, e apontou que 42% das companhias estão interessadas no segmento.

Por que estão empregando pessoal de TI sem nível...

Bem, parece que o mercado chegou mesmo ao fundo do poço. Ruim para as empresas e bom para os poucos profissionais que se formam anualmente no Brasil e que pretendem ingressar na área de Tecnologia da Informação. A exigência de nível superior está se restringindo a cargos para profissionais seniores, de coordenação e gerência de projetos, pelo relato do artigo da INFO em entrevista com gestores de recursos humanos de grandes empresas.

Definitivamente as escolas de nível superior que formam pessoal para área de TI estão com suas grades curriculares muito aquém do que o mercado exige, nada de novo, infelizmente. E olha que todo ano se fala a mesma coisa e parece que poucas intituições de ensino tem dado atenção ao assunto. Ao invés de se diferenciarem, como fez a BandTec, por exemplo, ao oferecer curso de inglês em sua grade (algo terrivelmente trivial mas que ninguém pensou em fazer antes…) , preferem ficar na média das demais escolas.

Imagino que isto deve ter relação com a predatória concorrência, que obrigam as instituições particulares a reduzirem suas mensalidades a fim de manterem seus cursos com quórum razoável. O resultado dessa guerra é o que a gente vê por aí: infraestruturas precárias com bibliotecas pobres onde livros de TI novos são aqueles de 3 ou 4 anos atrás, laboratórios antiquados, internet pior que a lá de casa e outra porção de deficiências.

Com tudo isso, as empresas não tem outra solução senão afrouxar seus processos de seleção e complementar posteriormente a formação do novo funcionário com treinamentos como on-the-job, entre outras modalidades. Bom para você, que pretende trocar de emprego, ainda que seja o primeiro emprego na área.

O lado ruim é que, apesar da grande demanda, os salários não são lá tão bons assim, em geral. Com gente menos preparada, a captação de novos negócios fica comprometida, assim como a capacidade de entrega dentro de parâmetro de qualidade e prazo aceitáveis.

Porém é bom ressaltar que deixar de contratar sem nível superior não quer dizer que as empresas estão contratndo sem critério algum. É preciso que o candidato comprove sua experiência e conhecimento das tecnologias em questão, o que é facilmente alcançado com entrevistas e testes.

De todo modo, valorize o conhecimento prático, atualize-se nas tecnologias de forma independente através de livros, projetos free-lance, treinamentos especializados entre outros.  Ajudar um colega de trabalho num projeto sobre o qual não domina também é uma boa forma de aprender algo valioso, agregando seu portifólio.

Não quero aqui dizer que você não deveria fazer uma faculdade ou retomar novamente seu curso, mas para o mercado, nível superior está se tornando apenas mera formalidade nos departamentos de RH. Fique antenado às tendências do mercado e desenvolva novas habilidades nesse sentido.

As empresas precisam urgentemente de pessoas que façam acontecer, e não apenas que fiquem esperando sentados nas cadeiras das universidades algo diferente acontecer. Pessoas dinâmicas, hábeis, inconformadas por natureza e que adoram buscar novas soluções. Tudo isso vale muito mais que um diploma e é muito justo, na minha opinião, que pessoas assim, que tenham alto grau de resolutividade, sejam bastante valorizadas.

Fonte: Revista Carreira de TI

……

Webinar “Perguntas e Respostas sobre liderança...

A proposta deste webinar é oferecer uma oportunidade para responder a
perguntas dos interessados em relação ao tema “Liderança e desenvolvimento
humano”. Os participantes também podem sugerir temas antes do início do
webinar de forma que o facilitador possa abordar durante o encontro.

Rodrigo Ambros será o palestrante deste webinar.

Consultor sênior da Oxford Leadership Academy(www.oxfordleadership.com).

Atualmente é executivo de TI da Magna Sistemas com mais de 25 anos de experiência profissional em diversas áreas da informática. Também é palestrante, coach e consultor em Liderança e Planejamento Estratégico.

Na área social e presta serviço voluntário como professor de meditação e qualidade de vida desde 1983.

Data: 15/12/2010, das 8h às 9h.

Local: http://my.dimdim.com/teamproject

Faça sua inscrição abaixo:

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Webinar Executivo – SharePoint | Resultados ...

Nosso objetivo é trazer os executivos tomadores de decisão para conversar com nosso especialista para conhecer os principais resultados e funcionalidades com SharePoint.

  • Pauta da palestra:
  • Potencial & funcionalidades;
  • Gerenciamento de documentos;
  • Workflow;
  • Casos de sucesso.

Público alvo:  Executivos de TI, Gerentes de Projetos, Consultores (somente executivos)

Data: 07/12/2010
Horário: 08hs às 09hs

Local: http://my.dimdim.com/teamproject

Palestrante: Alfredo Nascimento | Especialista em soluções Microsoft..

Análise do mercado de TI e Salários em 2010...

Quem está há alguns anos na caminhada na área de Tecnologia da Informação dificilmente não ouviu falar do site da APInfo. Um site que se consagrou ao longo dos anos como uma referência para os profissionais  da área, sempre com discussões atuais e o que é melhor, uma base de vagas disponibilizadas gratuitamente e com atualizações diárias que mostram a confiança que as empresas têm nesse serviço.

Todos o melhores empregos pelos quais passei tive o conhecimento da vaga pela APInfo. A pesquisa realizada pelo site – a qual acredito ser interessnate divulgar a você – e entitulada “Pesquisa 2010 – Análise do mercado de TI e Salários” é mais uma de uma série que vem ocorrendo há alguns anos e que tem uma tabulação de dados interessante para que você tenha uma idéia de como anda o imenso mercado de TI brasileiro.

Tabelas de salários específica de alguns estados da federação, tipos de contratação, certificações mais frequentes e distribuição de benefícios estão entre os temas mais interessantes da pesquisa. Abaixo estão algumas considerações feitas pelo pessoal da APInfo após análise dos dados. Por aí você já pode perceber a riqueza dos detalhes:

- Menor número de estagiários, queda da participação feminina e dos profissionais com menos de 23 anos;
- Grau de escolaridade dos profissionais continua a subir;
- Apenas 18 % são fluentes em inglês;
- O número de profissionais com alguma certificação continua a subir, MCP é a mais popular;
- Java é a linguagem mais utilizada, seguida de C# e PHP;
- Depois de quedas constantes desde 1997, em 2010 o número de profissionais com o vínculo CLT voltou a subir;
- PJ ou terceiro é o vínculo desejado por apenas 9% dos profissionais pesquisados;
- 29 % dos profissionais possuem empresa ativa, a maior parte paga até  R$ 180,00 por mês e  não paga décimo terceiro para o contador;
- O percentual de profissionais com o vinculo de CLT-flex ficou estável em relação a 2008;
- O cada pesquisa aumenta o número de benefícios recebidos pelos profissionais;
- A grande maioria é favorável a regulamentação das profissões de TI e esta otimista sobre o futuro;
- Muitos salários foram reajustados abaixo da variação da inflação;

Todos nós temos nossas percepções pessoais em relação ao mercado, talhadas por várias circunstâncias a que cada um está submetido. Por isso é bom ter uma conhecimento mais amplo da população dessa área e pesquisas desse tipo são sempre bem-vindas. Além disso nos ajuda a separar algumas opiniões pessoais exageradas da realidade.

Colaboração em TI: aprenda a fazer bem feito...

A colaboração está em alta junto aos executivos corporativos. Isso significa que TI anda muito ocupada fornecendo sistemas, ferramentas e procedimentos que transformem um conceito vago em um benefício real para o negócio.

O que acontece, porém, quando é chegada a hora de os próprios profissionais de tecnologia trabalharem em colaboração?

O pessoal de TI carrega o estigma de não ser particularmente colaborativo, mas o estereótipo do programador solitário enclausurado em um cubículo não é lá muito exato.

“Depende muito da organização na qual se trabalha”, observa Jeffrey Hammond, analista da Forrester Research, que pesquisa equipes de desenvolvimento de aplicativos de alta performance.

“Em qualquer organização, você ganha o que você vale”, diz Hammond – e muitos departamentos de TI não têm valorizado a colaboração, preferindo operar segundo um modelo de comando e controle “Como resultado, essas organizações desestimularam as habilidades colaborativas e, mais importante, a criatividade de muitos funcionários.”

Isso pode se tornar um problema, já que a colaboração eficaz é cada vez mais imperativa nas corporações e a tecnologia da informação não está imune a essa tendência. À medida que os departamentos de TI são enxugados, cargos técnicos mais baixos são terceirizados ou substituídos por serviços gerenciados. Os profissionais de TI remanescentes, muitas vezes espalhados pelo mundo, têm que trabalhar mais ligados às unidades de negócios e, ao mesmo tempo, compartilhar conhecimento uns com os outros para não terem que reinventar a roda.

A boa notícia é que esses profissionais, apesar da fama de arredios, podem ser tão criativos e colaborativos quanto qualquer outro, comemora Hammond. Estudo realizado em 2009 com desenvolvedores de aplicativos apontou que quase metade deles escreveu seu código fora do trabalho e cerca de 20% participaram de projetos open source. “É um sinal de que essas pessoas estão interessadas na colaboração”, constata.

Qual é, então, a melhor maneira de alimentar o desejo de colaboração e o espírito criativo dos profissionais de TI? A COMPUTERWORLD foi buscar a resposta em diversas empresas que exploraram com sucesso o poder da colaboração na área de TI. Veja, a seguir, o que elas contaram.

A Applied Materials, fabricante de semicondutores avaliada em 5 bilhões de dólares, é um exemplo clássico de empresa empenhada em mudar o modo como seus profissionais de TI interagem. Nos últimos quatro anos, a Applied Materials reestruturou inteiramente o departamento de TI com o objetivo de reduzir custos, melhorar os níveis de serviço e fomentar a transformação do negócio.

O CIO Ron Kifer reduziu sua equipe de TI de 580 funcionários em tempo integral, em 2006, para cerca de 250 atualmente, terceirizando grande parte das tarefas de TI. Os profissionais que permaneceram estão focados em trabalho estratégico que agrega valor ou traz receita para a organização.

Recentemente, a organização de TI passou a atuar como uma única equipe global, em vez de vários departamentos regionais independentes, explica o vice-presidente corporativo e CIO interino, Jay Kerley, responsável-geral pelas operações de TI.

“É importante que os profissionais de TI consigam colaborar em tempo quase real e se relacionar com clientes em uma operação global com diferentes fusos horários”, ressalta Kerley. O modelo tradicional de comando e controle deu lugar à “gestão baseada em matriz”, que visa à resolução de problemas por um pool de profissionais da organização de TI, qualquer que seja sua posição hierárquica.

Para que a gestão baseada em matriz dê certo, os funcionários têm que saber transmitir suas ideias de maneira efetiva, de preferência comunicando-se e debatendo com outros profissionais da equipe. Por sua vez, isso exige um certo nível de confiança e maturidade, segundo Kerley.

Tal comportamento não era necessariamente estimulado na antiga estrutura de gestão. Para garantir o sucesso da mudança, Kerley percebeu que precisava fazer um mapeamento dos modelos de comunicação adotados até então. Assim, no início do ano, fez uma pesquisa junto ao pessoal de TI, perguntando a quem recorriam quando precisassem de informação, ajuda em projetos, feedback e conselhos. As respostas geraram um mapa das linhas de comunicação, mostrando que ele acontecia não apenas na cadeia tradicional de gestão, mas também entre pessoas que atuavam como eixos de colaboração.

Desses “indivíduos altamente conectados”, como Kerley os descreve, cerca de 50% eram gestores que deveriam mesmo ser procurados, mas os outros eram funcionários comuns que as pessoas se sentiam à vontade para consultar. Kerley reuniu 12 desses indivíduos para discutir uma forma de incentivar um estilo de trabalho mais participativo. O grupo concluiu que alguns profissionais de TI enfrentavam barreiras idiomáticas e culturais, enquanto outros se sentiam intimidados por falta de confiança ou incapacidade de liderança.

Para eliminar essas barreiras de comunicação, a companhia elaborou um “plano de desenvolvimento avançado”, voltado ao coaching pessoal de todos os funcionários, incluindo os 250 profissionais de TI. “Conversamos sobre carreira, mudanças no ambiente de trabalho e formas de tornar a colaboração mais eficaz”, conta Kerley. “Damos ênfase ao fato de que essas mudanças vieram para ficar e é preciso adaptar-se a elas.”

A Applied Materials também lançou o “programa de desenvolvimento de liderança”, com 10 meses de duração, que reúne grupos de 40 funcionários de TI sob a orientação do vice-presidente de tecnologia, Steve Finnerty. A companhia planeja, futuramente, estender o programa a todos os funcionários de TI.

O objetivo do programa é treinar funcionários de TI a trabalhar bem tanto dentro da equipe quanto com outras áreas de negócio para cumprir metas em comum. A companhia reconhece os profissionais que se destacaram premiando-os por “espelhar os valores essenciais da colaboração”. Além disso, a Applied Materials promoveu mudanças para se tornar menos centralizada nos Estados Unidos e mais sensível às necessidades dos funcionários internacionais.

O programa opcional Applied Anywhere foi concebido, então, para equipar os funcionários com ferramentas que lhes permitam trabalhar de qualquer local.

Embora o programa atenda necessidades variadas de funcionários diferentes, um de seus principais benefícios é possibilitar a comunicação entre funcionários globais sem prejuízo ao equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, diz Kerley. Funcionários da Applied Materials na Índia, por exemplo, não precisam mais retornar ao escritório às nove horas da noite para participar de webconferences ou teleconferências agendadas para o horário do expediente na sede da companhia na Califórnia. Com o Applied Anywhere, eles podem se conectar de casa.

A última pesquisa sobre comunicação, feita apenas seis meses após a pesquisa de mapeamento, já mostra avanços. “O modo de interagir está mudando — até os funcionários japoneses, antes reservados, agora participam ativamente das sessões de brainstorming”, ilustra Kerley.

Em 2009, quando Mark ingressou em uma empresa norte-americana com forte atuação no mercado de derivativos, na função de gerente de tecnologia, ficou atordoado ao tentar descobrir informações contidas nos aplicativos. (Mark pediu que seu sobrenome e o nome da companhia fossem omitidos em função de diretrizes corporativas.) A equipe de 70 profissionais de TI era fragmentada em mais de 12 grupos diferentes e cada um deles mantinha informações em sua própria infraestrutura. Essas informações eram armazenadas em qualquer lugar, inclusive na caixa de entrada de um usuário. “Eu mandava um e-mail pedindo documentação e recebia quatro respostas diferentes, com quatro versões diferentes.”

No seu emprego anterior, Mark usava um wiki para consolidar informações desse tipo, e decidiu experimentar o mesmo recurso na empresa de investimentos. O problema é que o wiki só seria útil se todos colaborassem, mas Mark não tinha autoridade para obrigar todas as pessoas a fazer isso. Ele chefiava diretamente apenas cinco dos 70 membros da equipe de TI. Por conta disso, Mark resolveu lançar mão de uma isca.

Para começar, ele e sua equipe criaram o wiki e o preencheram com conteúdo básico, definindo um formato e uma estrutura consistentes. Cada aplicativo continha dados de contato com o fornecedor, informações sobre a versão do software instalada e procedimentos de inicialização e encerramento.

Em seguida, Mark explicou a razão de ter criado o wiki aos dois gestores que reportavam diretamente ao CIO e pediu apoio. Convenceu-os a exigir que as equipes chefiadas por eles colocassem toda a documentação no wiki e que seu uso valesse nota nas análises de desempenho dos funcionários.

Era uma isca poderosa, diz Mark, já que um bônus pode representar de 10% a 50% do salário de um funcionário, até mesmo do pessoal de TI. Mais importante, os funcionários de TI logo aderiram ao wiki porque era muito útil. “Eles se deram conta das falhas do sistema anterior, no qual ninguém sabia onde a documentação estava”, relata Mark. E ficaram contentes porque alguém tinha tomado a iniciativa de abordar a questão. Moral da história: um pouco de incentivo foi suficiente para que a maior parte da equipe de TI se mostrasse disposta a trabalhar em parceria, principalmente quando compreendeu qual era o objetivo e o quanto poderia ajudá-los.

Implantado há quase um ano, o wiki, tornou-se “um dos sistemas mais importantes do departamento de TI”, orgulha-se Mark. “Agora ele ocupa uma seção especial no plano de disaster recovery. É um dos primeiros sistemas que precisavam ser criados, porque contém todas as informações que suportam os nossos aplicativos.”

Estimular a colaboração global pode ser muito difícil quando a equipe internacional de TI não se reporta à sede da companhia. É exatamente o que acontece no SAS Institute, líder em business intelligence e aplicativos analíticos. A companhia avaliada em US$2 bilhões tem 550 funcionários de TI, 350 deles na sede norte-americana e 200 espalhados pelas subsidiárias em outras partes do mundo. Cada subsidiária é uma entidade legal distinta que tem sua própria direção e sua própria equipe de TI com autonomia para configurar sistemas de modo a suportar sua força de trabalho local o melhor possível.

Em outras palavras, são muitos profissionais de TI reinventando a mesma roda, constata Mark Filipowski, gerente sênior de projeto de TI na sede. Assim, em 2007, o SAS lançou um programa mundial de colaboração de TI destinado a incentivar a comunicação aberta consistente entre seus funcionários dispersos, identificar e reduzir a duplicação do trabalho e aumentar a eficiência, recorda Filipowski, que também atua como uma espécie de elo mundial de TI para o programa. O programa consiste de uma série de reuniões, em geral via conference call ou videoconferência, entre funcionários de TI que partilham os mesmos interesses.

A cada seis semanas acontece uma reunião da liderança com 15 gerentes de TI. Especialistas e técnicos diversificados, como aqueles envolvidos com rede, virtualização e armazenamento, fazem reuniões trimestrais. Os grupos utilizam o Microsoft SharePoint para planejar as agendas dos encontros – cada participante individual fornece informações sobre projetos atuais e seu andamento – e divulgar relatórios sobre as reuniões na intranet corporativa. “Esses relatórios, provavelmente, são uma das ferramentas mais importantes do departamento de TI”, avalia Filipowski, porque servem de repositórios comuns de informação sobre todos os projetos atuais e seu status.

As reuniões não são obrigatórias, tendo em vista que os profissionais de TI das subsidiárias reportam aos seus superiores em escritórios locais, não à TI central; mas a maioria dos funcionários mostra grande interesse em participar. “Eles querem entender onde se encaixam na organização”, diz Filipowski. De fato, Koen Vyverman, gerente de suporte técnico e TI/MIS do escritório do SAS na Holanda, reconhece que as reuniões ajudam a diminuir sua sensação de isolamento. Melhor ainda, a colaboração facilita seu trabalho. Vyverman e sua equipe com dois funcionários suportam 130 pessoas e 200 sistemas no escritório holandês. “Nossa diminuta equipe consegue isso graças à colaboração com outros escritórios na Europa e a sede nos Estados Unidos”, analisa.

Se a colaboração pode ser incentivada no espaço virtual com o uso de ferramentas online mais eficazes, também pode ser estimulada no mundo físico com um ambiente de trabalho bem arquitetado. A Kraft Foods, que se orgulha de adotar a cultura da colaboração, está empenhada em fomentá-la ainda mais em ambas as áreas, sob a liderança do departamento de TI. No espaço virtual, a companhia começou a testar tecnologia para capacitar seus 1.800 funcionários de TI em todo o mundo a participar da reunião anual da liderança de TI, realizada no início deste ano, conta Lorraine Casler, responsável pelo gerenciamento de conteúdo corporativo para sistemas de informação na Kraft Foods.

Essa reunião aglutinou líderes do departamento de sistemas de informação e do departamento de sistemas corporativos compartilhados para debater estratégias. Os funcionários foram encorajados a fazer comentários e perguntas em um centro de colaboração online, que também hospedou blogs, podcasts e vídeos dos participantes. Cerca de 40% dos participantes blogaram e 10% postaram vídeos ou podcasts, que foram acompanhados por uma média de mil funcionários de TI. Quanto ao mundo físico, 200 funcionários de TI da sede da companhia se mudaram para um espaço reprojetado visando à colaboração.

O novo design substituiu os escritórios e cubículos por um amplo espaço aberto com áreas para reuniões e conversas privadas. Não existem assentos determinados. Os funcionários guardam seus pertences pessoais em lockers, e arquivos ou material de escritório em bancos deslizantes. A mudança foi obrigatória, e no começo alguns funcionários não gostaram da nova disposição. “Na antiga cultura de comando e controle, quanto maior era o escritório, mais importante era o funcionário”, compara Casler. Mas, graças a um processo cuidadoso de gestão de mudança e a treinamento e suporte adequados, a maioria dos funcionários adaptou-se ao novo espaço.

Segundo Casler, ter gestores gerentes no chão da fábrica junto com os funcionários, e não mais enclausurados atrás de portas de escritórios, fortaleceu as relações. Colaboração a todo vapor À medida que mais empresas incentivarem ou até mesmo exigirem a colaboração, a TI finalmente poderá se livrar do estereótipo do programador solitário. Hammond, da Forrester Research, descobriu que equipes de desenvolvimento com alto desempenho realimentam a colaboração, da mesma forma que determinados times profissionais conquistam campeonatos porque seus jogadores realizam um bom trabalho juntos.

Se as organizações utilizarem os ingredientes certos – reunir pessoas talentosas e desafiá-las em um ambiente onde a inovação espontânea pode acontecer –, os funcionários de TI produzirão excelentes resultados, aposta Hammond. “Quando você os coloca em uma situação na qual também estão outras pessoas que são tão boas quanto eles, a colaboração acontece rápida e naturalmente”, conclui.

Fonte: CIO